quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Aproveitamento de Água da Chuva



Uma das formas de reduzir o consumo de água, seja em espaços públicos ou particulares, passa por alimentar os sistemas de rega a partir de água da chuva armazenada.
Com a vantagem de evitar o recurso exclusivo à água da rede pública, esta opção permite também reduzir a produção de escoamentos superficiais, bem como eventuais descargas no sistema público de drenagem de águas pluviais.
Para que seja possível fazer o aproveitamento da água da chuva, é necessária uma superfície de recolha, que geralmente é a cobertura da habitação/edifício, e uma cisterna de armazenamento com os respectivos acessórios. Se for possível, deve-se cobrir a cisterna para minimizar as perdas por evaporação.
Outro mecanismo possível é a construção de um reservatório subterrâneo para o aproveitamento adicional de água da chuva recolhida em pavimentos que, apesar de acarretar custos de instalação mais elevados, tem a vantagem de não ocupar espaço acima do solo. Neste caso, será necessário instalar uma bomba para a elevação da água durante a rega.
Para o planeamento do projecto deve sempre contactar uma empresa especializada para que esta elabore um projecto que se adeqúe às suas necessidades.

O potencial de redução desta medida é variável, dependendo sobretudo da área a regar e das necessidades das espécies plantadas, podendo atingir 100% se a água de rega da rede pública for totalmente substituída por água da chuva.
Esta água pode ser também utilizada para outros fins não potáveis como o autoclismo e a limpeza de pavimentos.

Critérios técnicos para a execução de sistemas de aproveitamento de água pluvial (SAAP)
Para assegurar a qualidade dos sistemas de aproveitamento de água pluvial nas coberturas de edifícios, para fins não potáveis, criou-se em Portugal, à semelhança de outros países, uma Especificação Técnica ANQIP (ETA) que estabelece critérios técnicos para a execução destes sistemas (ETA 0701).
Esta Especificação Técnica é de cumprimento voluntário, pois foi criada pela Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP) que é uma Organização Não Governamental (ONG)
Para garantir as condições ideais ao nível técnico e ao de saúde pública o SAAP deverá ser certificado de acordo com a ETA 0702. Para obtenção desta certificação a ANQIP terá de fazer uma apreciação prévia do projecto e realizar vistorias à obra. A certificação dos instaladores também terá de ser assegurada.

Fontes:Guia Técnico 08 do IRAR/ERSAR (2006)
Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (2001)

quinta-feira, 16 de março de 2017

Projeto EcoCasa Portuguesa




 Os promotores da EcoCasa Portuguesadesígnio que nasceu nas redes sociais, querem construir uma casa amiga do ambiente 100% portuguesa. Desde o projecto de arquitectura aos materiais utilizados, a ideia é que tudo seja made in Portugal e fornecido graciosamente.



«A casa modelo será uma forma de os ‘embaixadores’ promoverem os seus produtos e serviços», explica João Monge Ferreira. A primeira habitação, é um projecto com «uma forte componente pedagógica ambiental», acrescenta.



O também criador do movimento Novos Rurais – que promove o regresso à vida no campo – adianta que o Alentejo e o Algarve são as localizações que estão a ser estudadas, mas o objectivo é que a casa se «adapte aos diversos climas, relevos e matérias-primas de cada região», até porque o futuro do projecto passa pela sua comercialização. «É o aproveitamento e sintonia com o meio ambiente que está na base da arquitectura bioclimática», explica João.


O Sol é «um dos principais elementos a ter em conta, pois o seu aproveitamento, quer em termos térmicos, quer em termos de iluminação, será a peça chave para construção de um edifício sem consumo de energia». Os materiais escolhidos têm um «bom desempenho ambiental e energético», permitindo reduzir o consumo de electricidade – «uma vez que o conforto interior é facilmente alcançado sem recurso a aparelhos de climatização» – e a emissão de gases com efeito de estufa.

terça-feira, 14 de março de 2017

Eco Casas - Casa em Pedra


Casa em Pedra – Namibe, em Angola.
OMAHUA, que significa pedra, é uma reserva turística situada no sul da Província do Namibe, em Angola, a cerca de 150 Km da cidade de Namibe, na estrada que liga ao Parque Nacional do Iona e à Foz do Cunene, na fronteira com a Namíbia. É um local lindíssimo, com savanas loiras e picadas de terra vermelha, cheia de espinheiros dispersos pela planície rodeada de calhaus e pedras enormes, de granito vermelho, roladas, apresentando formas estranhamente escultóricas a desafiar a imaginação.

quinta-feira, 9 de março de 2017

25 Dicas Para Uma Casa Mais Sustentável



25 sugestões para “poupar na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”.


1 - Prefira uma casa mais eficiente energeticamente

A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas e consumo de energia. Destas necessidades resulta o Certificado Energético que é obrigatório apresentar para a venda ou arrendamento. Este apresenta um conjunto de informações atribuindo uma classificação A+ (mais eficiente) até F (menos eficiente) e é válido por 10 anos.

2 - Prefira um local arejado e bem servido de transportes públicos

Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.

3 - Tire partido do Sol para aquecimento

O Sol é a nossa maior fonte de energia. Pode usa-lo em seu benefício escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul. Assim é possível controlar a radiação. Quando a deixamos incidir nas janelas de vidro, o espaço interior aquece de forma natural.

4 - Impeça o sol de incidir nas janelas durante a estação de Verão

Verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

5 - Controle as janelas orientadas a nascente (Este) e/ou poente (Oeste).

Nestas orientações são obrigatoriamente necessárias proteções exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

6 - Reserve a orientação Norte a divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhumas) para o exterior.

Como W.C.s e arrumos. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria.

7 - A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão

As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito.

8 - Tire partido do Sol para iluminação

Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas que canalizam a luz do exterior para o interior.

9 - Opte por lâmpadas de baixo consumo

Sempre que necessária a iluminação artificial prefira a localizada (só apenas onde é de facto necessária).

10 - Prefira, sempre que possível, electrodomésticos de Classe A++

São mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

11 - Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH)

Aqui é apresentado o tipo de construção. As soluções construtivas adotadas são determinantes para uma casa confortável do ponto de vista térmico e para evitar futuras obras de reparação. Deverá optar por soluções de parede exterior com isolamento pelo exterior da parede e se possível, opte pela instalação de vegetação no lado exterior da parede.

12 - Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica mas com baixo teor de energia incorporada

O isolamento térmico se bem colocado evita perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa.

13 - Verifique as caixilharias e o vidro

Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia.

14 - Dê especial importância aos materiais utilizados

Prefira os recomendados pelo PCS. Na base de ecoprodutos poderá encontrar os materiais mais adequados, informando-o sobre o poder de reutilização ou reciclagem e ainda sobre o seu impacte ambiental.

15 - É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE

Nos casos mais importantes, solicite os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

16 - Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada

Poderá fazê-lo através da FTH. Prefira, se possível, as coberturas verdes. Consulte as soluções construtivas recomendadas no PCS.

17 - No pavimento em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água

Pode ainda optar por uma caixa-de-ar. Verifique ainda se possui impermeabilização para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo.

18 - Promova durante a utilização, renovações do ar interior

É muito importante para que se mantenham as condições de salubridade no interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes.

19 - Atenção às cores utilizadas nas fachadas e coberturas

Estas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras.

20 - Se possível instale equipamentos que promovem o consumo de energia renovável

De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
  • painéis solares térmicos que captam a energia do Sol e a transformam calor;
  • painéis solares fotovoltaicos que por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica;
  • bombas de calor geotérmicas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente;
  • mini-turbinas eólicas o vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma microescala
  • sistemas de aquecimento a biomassa que pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica.


21 - Poupe água

Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

22 - Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água

Pode colocar uma garrafa de plástico, dentro do autoclismo para diminuir o consumo de água em cada descarga.

23 - Se possível instale mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais

A água armazenada e/ou tratada pode ser usada em descargas não potáveis.

24 - Verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos

No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos.

25 - Coloque em sua casa um depósito de separação de resíduos domésticos

Pelo menos com três divisões para estimular a separação destes resíduos.

Para terminar…

se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável.

R E A B I L I T E !

quarta-feira, 8 de março de 2017

Eco Casas - Isolamento Térmico


Muito cimento, poucos espaços verdes. Muito consumo, poucas fontes de energia sustentáveis. Muito conforto, pouco respeito pela natureza. Construir uma casa ecológica é uma acção responsável.

O isolamento térmico é um dos mais importantes aspectos na construção de uma casa sustentável. 

Um bom isolamento diminui excessivas trocas térmicas entre interior e exterior, impedindo perdas de calor nos dias frios e sobreaquecimento nas estações quentes. O material de isolamento deverá ter um baixo índice de condutibilidade térmica e baixa energia incorporada.

O aglomerado de cortiça é uma matéria prima completamente natural e renovável. É extraída do sobreiro, uma árvore que subsiste sem recurso a herbicidas químicos, fertilizantes ou irrigação. É um bom – e duradouro – isolante acústico e térmico.

Na construção, a lã de rocha é, também, commumente utilizada. O seu fabrico implica gasto de energia e gera emissões de CO₂. No entanto, quando bem utilizado, e no que ao isolamento térmico concerne, economiza muita energia, superando este impacto negativo. O mesmo acontece com a lã de vidro.

A espuma de poliuretano é, igualmente, um bom isolante térmico. O seu fabrico não comporta riscos para a saúde ou para o ambiente e consome pouca energia. Para além disso, é produzida sem utilizar gases CPC e HCFC que destroem a camada de ozono.

Se optar por poliestireno extrudido, escolha uma marca que produza este material sem gases, indo de encontro às directivas europeias.

terça-feira, 7 de março de 2017

Energias Renováveis


Diz-se que uma fonte de energia é renovável quando não é possível estabelecer um fim temporal para a sua utilização. É o caso do calor emitido pelo sol, da existência do vento, das marés ou dos cursos de água. As energias renováveis são virtualmente inesgotáveis, mas limitadas em termos da quantidade de energia que é possível extrair em cada momento.

Existem diversas tecnologias de energias renováveis/alternativas:
- solar térmico;
- solar fotovoltaico;
- eólica;
- bomba de calor geotérmica;
- recuperadores de calor e sistemas a pellets.


Solar térmico:
Os painéis solares térmicos têm um leque de opções muito variado em termos de tecnologia. Para o uso doméstico as principais são:

colectores planos – são os mais comuns, sendo utilizados para a produção de água quente a temperaturas inferiores a 60 ºC;

CPC (concentradores parabólicos compostos) - combinam as propriedades dos colectores planos (podem ser fixos e captam a radiação difusa) com a capacidade de produzirem água quente a temperaturas mais elevadas (>70ºC). O seu rendimento é maior que o dos colectores planos.


Relativamente ao tipo de sistema estes podem ser de:
circulação em termosifão - funciona pelo principio de que um fluido quente é menos denso do que um fluido frio, fazendo com que o quente suba e o frio desça. Assim, neste sistema, a água aquecida pelo Sol no colector sobe, "empurrando" a água mais fria do depósito para baixo, forçando-a a tomar o seu lugar; esta subirá novamente quando por sua vez for aquecida. Este sistema não precisa de uma bomba para movimentar o fluído, mas o depósito tem que ser instalado acima do colector, o que normalmente significa ficar no telhado e portanto visível.

circulação forçada – recorre a uma bomba para movimentar o fluido térmico. Este sistema é necessário quando não é viável a colocação do depósito acima dos colectores e também para os grandes sistemas em geral. A desvantagem é ser mais dispendioso.
Os sistemas solar térmicos também podem ser classificados como:
- directos - em que o sol aquece directamente a água; ou
- indirectos – em que o sol aquece um líquido que por sua vez vai aquecer a água; este sistema é indicado para locais em que as temperaturas atingem valores muito baixos.





Solar fotovoltaico:

A energia fotovoltaica pode ser produzida de várias formas, com grandes variações de eficiência e custos.

Os três tipos mais comuns de células solares são:

- Silício monocristalino: é o mais eficiente dos sistemas comerciais, com uma boa relação qualidade/custo, pois requer uma menor área de captação face a outros sistemas;
- Silício policristalino: tem uma eficiência média e um tempo de vida útil menor do que o monocristalino;
- Silício amorfo: apresenta uma baixa eficiência, sendo usado maioritariamente em produtos de uso pessoal como relógios e calculadoras. O seu tempo de vida útil é inferior aos dois tipos de células anteriores.


Os sistemas fotovoltaicos têm uma cobertura (em vidro ou plástico), que protege as células fotovoltaicas dos elementos naturais (vento, chuva), embora diminua o rendimento das células ao criar um efeito de estufa.

Esta tecnologia encontra-se hoje em franca evolução, caminhando cada vez mais para um rendimento consideravelmente superior. Por outro lado, estão também em desenvolvimento células de baixo rendimento, mas com um custo de aquisição bastante acessível, podendo contribuir para uma maior implementação desta fonte de energia.




Eólico:
O aerogerador é um bom investimento quer isolado quer como complemento de um sistema fotovoltaico, uma vez que o seu bom funcionamento no Inverno e de noite, compensa a pouca energia fornecida pelo fotovoltaico nestas alturas.
Existem essencialmente dois tipos de turbinas eólicas:  
- de eixo horizontal: são o tipo de turbinas mais comuns, como as aplicadas na maior parte dos parques eólicos. Actualmente a maior parte é constituída por três pás, existindo no entanto turbinas com duas e apenas uma pá (eventualmente com menor custo em material). A principal desvantagem destas turbinas com duas ou uma pá é a menor estabilidade da estrutura.





- de eixo vertical: Estas turbinas, mais invulgares, são mais indicadas para o meio urbano do que as de eixo horizontal, pois reagem melhor ao vento variável ou incerto que caracteriza deste meio (o seu comportamento neste espaço é uma incógnita). Por outro lado, precisam de uma velocidade de iniciação mais baixa.


Bomba de calor geotérmica:

A bomba de calor é um sistema de aquecimento e arrefecimento, com a possibilidade de alternar entre os dois modos, carregando num botão instalado no seu termóstato interior. No modo de arrefecimento, a bomba de calor extrai o calor da casa e transfere-o para a terra através do permutador instalado no subsolo.

Existem dois modelos básicos de permutadores: abertos e fechados.

Loops Abertos
 - Este termo é normalmente utilizado para descrever sistemas de bombas de calor de subsolo que utilizam as águas subterrâneas como fonte de aquecimento ou arrefecimento. A água circula pela bomba de calor de onde é extraída ou adicionada a sua temperatura, sendo depois depositada no subsolo de maneira apropriada. Como as águas subterrâneas apresentam uma temperatura mais ou menos constante ao longo do ano, acabam por ser uma excelente forma de energia térmica.

Loops Fechados
 - Este termo refere-se a sistemas de bombas de calor de subsolo que utilizem como fonte de energia térmica um ‘loop' contínuo de tubos PAED que se encontram no subsolo e fazem a permuta de calor. Estes tubos são ligados à bomba de calor situada no interior da casa, formando um ‘loop' selado e subterrâneo por onde circula a solução aquosa. Ao contrário do ‘loop' aberto, que utiliza as águas subterrâneas, um ‘loop' fechado faz movimentar a solução aquosa, circulando, assim também a temperatura do subsolo.




Recuperadores de calor e sistemas a pellets:
A lareira é um sistema de aquecimento geralmente atractivo. No entanto, se for uma lareira aberta, acaba por se tornar num sistema altamente ineficiente por aquecer muito pouco a habitação devido à dispersão do calor, servindo mais como elemento decorativo.
Assim, quem escolher a lareira como modo de aquecimento, deve considerar a utilização de uma lareira fechada ou com recuperador de calor. Este sistema permite fazer uma melhor gestão da queima da lenha, reduzindo o seu consumo e fornecendo muito mais calor à habitação.

Em alternativa, pode-se ainda optar por um sistema a pellets, semelhante a uma salamandra, mas que em vez de utilizar lenha, queima estes restos de madeira prensados e granulados, provenientes da limpeza de florestas e dos restos da indústria da madeira.








segunda-feira, 6 de março de 2017

Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

PERMACULTURA  E AGROECOLOGIA

  • John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
  • John Seymour – La Vida En El Campo
  • Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
  • Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
  • Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura 
  • Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
  • Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
  • David Holmgren – La escencia de la permacultura 
  • David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil 
  • Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
  • Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
  • Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
  • G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
  • Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
  • Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
  • Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
  • J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

 BIOCONSTRUÇÃO

  • Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
  • Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
  • Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
  • Gernot Minke – Techos Verdes
  • Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
  • Johnny Salazar – Construyendo Con COB
  • Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
  • Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
  • Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
  • Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
  • Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

Eco Casas - Energia Solar




A energia solar representa uma excelente forma de captação e produção de energia eléctrica sendo Portugal um país particularmente beneficiado pelas vantagens do seu uso. Infelizmente apenas uma diminuta percentagem é usada. Estima-se que em 2100 cerca de 70% de toda a energia utilizada no planeta terra seja de energia solar. 


A maior parte da energia do sol é a luz visível que pode ser aproveitada através da conversão em energia eléctrica através do uso de células fotovotaicas. 

Na sua maioria, as células fotovoltaicas são feitas de silicone , que é um dos materiais mais comuns na terra. Quando a luz solar incide numa célula fotovoltaica, os electrões viajam entre duas camadas através de uma arame devido a diferentes propriedades dos dois bocados finos de silicone.



Para a captação eficiente e geração de energia, as células fotovoltaicas são ligadas formando tabelas fotvoltaicas. Desta forma as células podem produzir electricidade suficiente para um consumo doméstico.

É cada vez mais comum, em grande parte devido aos benefícios concedidos pelo Estado, ver  painéis solares instalados em habitações (e não só) por todo o país.

A armazenagem de electricidade obtida através da luz solar é feito geralmente através do uso de uma bateria recarregável que contêm peças especiais e produtos químicos sendo capazes de carregar e descarregar energia quando necessário.

Existe também um controlador de carga electrónico que permite o carregamento da bateria de forma eficiente e impede que o painel solar sature a mesma protegendo os próprios painéis solares de danos eléctricos, mantendo a corrente unidireccional.

O uso de aparelhos domésticos é possibilitado por um inversor de energia que transforma a corrente directa (DC) emitida pela bateria em corrente alternada (AC). Hoje em dia muitos dos controladores de carga já vêm equipados com o seu próprio inversor.

O uso dos painéis solares, que estão cada vez mais baratos e acessíveis, pode ser feito em perfeita sintonia com outras fontes de energia como a rede pública eléctrica. 

Em alguns casos a energia produzida é superior à energia consumida podendo o excesso ser vendido à própria rede pública. A situação mais comum é fornecimento de electricidade durante o dia ser efectuado pelos painéis solares e durante a noite pela rede eléctrica nacional.






Benefícios Económicos
  • Depois do investimento inicial ser recuperado, a energia do sol é praticamente GRATUITA.
  • A recuperação / período de recuperação de investimento deste investimento pode ser muito curto dependendo de quanta electricidade a sua casa usa.
  • Estímulos financeiros são a forma disponível o governo que reduzirá o seu preço.
  • Se o seu sistema produzir mais energia do que aquela que é usada, a sua companhia de electricidade pode compra-lo de você, acumulando um crédito na sua conta!
  • Energia Solar não necessita de nenhum combustível.
  • Não é afectado pela provisão e a exigência do combustível e por isso não é submetido ao preço sempre que aumenta o do petróleo.
  • O uso da energia solar indirectamente reduz preços de saúde.


Benefícios Ambientais
  • Energia Solar é limpa, renovável (diferentemente de gás, óleo e carvão) e sustentável, ajudando a proteger o nosso ambiente.
  • Não polui o nosso ar lançando bióxido de carbono, o óxido de nitrogénio, o bióxido de cor de enxofre ou o mercúrio na atmosfera como muitas formas tradicionais de gerações eléctricas fazem.
  • Não contribui para aquecimento global, chuva ácida ou mistura de neblina e poluição.
  • Contribui para a redução de emissões de gás de estufa verdes perigosos.
  • É gerado onde é necessário.
  • Não contribui para o preço e problemas da recuperação e o transporte do combustível ou o armazenamento de resíduos radioactivos.


Benefícios de Autonomia
  • Pode ser utilizado para compensar o consumo de energia fornecido por utilidade. Não só reduz a sua conta de electricidade, mas também continuará fornecendo a sua casa com a electricidade no caso de uma perda por problemas na rede.
  • Um sistema de Energia Solar pode funcionar de forma totalmente independente, não necessitando duma conexão a um rede. Os sistemas, por isso, podem ser instalados em posições remotas (como cabanas de de férias), fazendo-o mais prático e rentável do que a provisão da electricidade de serviço a um novo sítio.
  • O uso da Energia Solar reduz a nossa dependência de fontes estrangeiras e/ou centralizadas da energia, sob o efeito de catástrofes naturais ou eventos internacionais e assim contribui para um futuro sustentável.
  • Energia Solar apoia o emprego local e a criação de prosperidade, funcionando como fomentador de economias locais.






Benefícios de Manutenção
  • Praticamente livre de manutenção e durarão durante décadas.
  • Uma Vez instalado, não há nenhum custo a acrescentar.
  • Funcionamento silencioso, não têm nenhuma parte em movimento, não liberta cheiros ofensivos e não necessita de combustível.
  • Mais painéis solares pode ser facilmente acrescentados no futuro quando as necessidades da sua família crescem.




Parceiro: APREN 

domingo, 5 de março de 2017

Eco Casas - Orientação Solar




A orientação solar de um edifício é muito importante para que se possa fazer um aproveitamento da energia solar, contribuindo assim para o bom desempenho energético de um edifício.

Em Portugal, de acordo com a sua situação geográfica, o quadrante Sul é aquele que recebe maior radiação solar ao longo do dia. Este será portanto a orientação privilegiada para fazer o aproveitamento dos ganhos solares. 

Por oposição, o quadrante Norte será aquele que menor quantidade de radiação solar directa recebe, chegando mesmo a não receber radiação. Nesta orientação irão assim verificar-se perdas térmicas.

A Nascente verificam-se a radiação solar directa ao longo do período da manhã, contrariamente a Poente que só receberá radiação solar directa no período da tarde.



Tendo esta informação como ponto de partida, devem ser desenvolvidas estratégias para fazer o adequado aproveitamento da energia solar, em termos térmicos como em termos de iluminação, reduzindo assim as necessidades energéticas da habitação.

ILUMINAÇÃO NATURAL
A luz natural é mais confortável para o olho humano comparativamente à luz artificial, sendo por isso vantajoso o seu aproveitamento sempre que possível. A luz artificial deve ser utilizada como complemento à utilização da luz natural.

Utilização de cores claras nas superfícies ajuda à reflexão da luz natural.
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